sábado, 18 de dezembro de 2010

Natal - Fernando Pessoa

poesias de natal de Fernando Pessoa

O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.


ADOOORO ESTE POEMA. FAZ-ME LEMBRAR OS NATAIS DE MINHA INFANCIA.. retirado do site http://esoterikha.com/presentes/poesias-de-natal-de-fernando-pessoa-o-sino.php

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